Durante algum tempo, andei meio toldado, ou mesmo paralisado sem qualquer capacidade de raciocínio, com uma constante tentação para “tirar bilhete” (só de ida) para um qualquer mosteiro do Tibete, ou para um outro destino similar, onde não tivesse de ser fustigado diariamente com os problemas graves da realidade nacional, como seja o brilhantismo do Queirós e dos seus pupilos luso-brasileiros na selecção e o seu ofuscante desempenho alvo de referências elogiosas pelas setes partidas do mundo; o namoro da Luciana Abreu com o Djaló e o grave problema das suas raízes de sangue azul que
entroncam nos Braganças; o stress provocado pelo desenrolar do concurso Sexy 20 – Sexy Platina, onde o nosso “premier” Sócrates arrancou um primeiro lugar muito disputado, ao que consta devido aos seus cabelos grisalhos (coisa muito do agrado do público feminino e que o equipara ao George Clooney), conjuntamente com a Fátima Lopes, fazendo um belo par, não sei se a fotografia que juntou estes dois ofuscantes ícones do panorama “jetsetiano” nacional terá sido muito do agrado da colunista e farol-sempre-vigilante da maledicência anti-socrática; o desaparecimento “inesperado” da Manuela Moura Guedes dos ecrãs televisivos e as referências constantes a esta tragédia em toda a imprensa, dando a ideia que a senhora após ter caído em desgraça, foi alvo de auto de fé e conduzida para uma fogueira no Terreiro do Paço, devido a um qualquer acto de bruxaria (suspeito de quase toda a gente respirou de alívio, mas há que manter as aparências….); as eleições, que este ano contaram com a animação cultural dos “Gatos Fedorentos”, os quais tiveram o mérito de injectar uma lufada de ar fresco num período que não costuma ser particularmente alegre, a eles se juntou, antes e depois, o Presidente da República com as suas sábias e doutas intervenções de cariz activo e omissivo, tudo se saldando por mais uma vitória do nosso “premier”, cujos contornos me escuso de comentar.
entroncam nos Braganças; o stress provocado pelo desenrolar do concurso Sexy 20 – Sexy Platina, onde o nosso “premier” Sócrates arrancou um primeiro lugar muito disputado, ao que consta devido aos seus cabelos grisalhos (coisa muito do agrado do público feminino e que o equipara ao George Clooney), conjuntamente com a Fátima Lopes, fazendo um belo par, não sei se a fotografia que juntou estes dois ofuscantes ícones do panorama “jetsetiano” nacional terá sido muito do agrado da colunista e farol-sempre-vigilante da maledicência anti-socrática; o desaparecimento “inesperado” da Manuela Moura Guedes dos ecrãs televisivos e as referências constantes a esta tragédia em toda a imprensa, dando a ideia que a senhora após ter caído em desgraça, foi alvo de auto de fé e conduzida para uma fogueira no Terreiro do Paço, devido a um qualquer acto de bruxaria (suspeito de quase toda a gente respirou de alívio, mas há que manter as aparências….); as eleições, que este ano contaram com a animação cultural dos “Gatos Fedorentos”, os quais tiveram o mérito de injectar uma lufada de ar fresco num período que não costuma ser particularmente alegre, a eles se juntou, antes e depois, o Presidente da República com as suas sábias e doutas intervenções de cariz activo e omissivo, tudo se saldando por mais uma vitória do nosso “premier”, cujos contornos me escuso de comentar.Como se toda esta onda de desgraça não bastasse o meu “papa reformas”, onde habitualmente me pavoneio ao fim de semana pelas “routes” do nosso querido Portugal, teve um abafo, ficou silencioso e imóvel quando subia no Reguengo do Fetal em direcção à Batalha para ir comer uns “Pingos de Tocha” ao Oliveira, deixando-me apeado e desesperadamente a salivar pelo doce pitéu. Deve ser da influência da falha sísmica que existe naquele local e das ondas electromagnéticas que tal fenómeno consegue transmitir para o exterior, afectando os sistemas eléctricos, electrónicos e mecânicos, pelo menos foi a explicação aventada pelo rebocador, enquanto carregava o meu “bólide”, com ar doutoral de elevada sapiência de que quem anda a fazer o 12º ano nas “Novas Oportunidades” e com ambições de se inscrever num curso universitário, porque de acordo com as suas palavras “um canudo e o respectivo cachucho ficam sempre bem e dão um certo ar de gente importante”.
E, enquanto fazíamos as curvas em direcção à terra dos três pastorinhos, lá continuou com a sua dissertação, afirmando que dentro em breve se inscreveria num partido político. Assim, quando tiver o canudo, já o caminho para integrar uma lista autárquica e posteriormente uma para deputado à Assembleia da República estará desbravado. Pois, quer fazer o caminho inverso daquele deputado da UDP nos tempos idos do PREC chegou a sentar-se nas cadeiras almofadadas da Assembleia, mas que actualmente ganha o sustento para ele e para a sua prole como rebocador em D. Maria, terra que já foi formosa e famosa pelas suas águas que abasteciam Lisboa, mas que agora não passa de um esconso subúrbio acinzentado da grande metrópole, repleto de casas clandestinas chapeadas a azulejo e outras pérolas da arquitectura portuguesa das últimas décadas, onde a única coisa que me ali atraía era as sandes de metro e meio de altura, e os lautos e opíparos almoços do meu amigo Norberto que entretanto transitou para o além, ficando o estabelecimento fechado para obras.
Mas aquilo que mais me tem atraído a atenção desde que abandonei o “período vegetativo”, foi mais uma guerra do “alecrim e manjerona” entre os bombeiros e a GNR que durante o período em que o Dr. António Costa passou pelo Ministério da Administração Interna, passou a dispor de uma valência de protecção de socorro. Desde aí que o verniz foi estalando no relacionamento entre bombeiros e GNR, com os primeiros sempre a dizer mal dos segundos, mas a copiar tudo aquilo que eles fazem, para depois aparecerem com ares doutorais de inventores da roda quando ela já foi inventada há milhares de anos. A coisa terá mesmo azedado na sequência de um contra-fogo lançado por uma corporação de bombeiros voluntários, onde, ao que consta terá ardido um veículo da GNR. No meio da troca de "galhardetes" foi exigido pelos bombeiros que se clarifique de uma vez por todas o papel desta força de segurança no âmbito do combate aos incêndios, pois não gostaram de ter sido identificados devido aos contornos pouco claros da atitude que tomaram. Como se tudo isto não bastasse, o Dr. António Costa, actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, a quem o Dr. Cavaco Silva, incumbiu de presidir às cerimónias do 5 de Outubro (para quem não saiba ou já se tenha esquecido: dia de implantação da República), após uma intensa troca de correspondência, afirma-se que irá prescindir da presença da GNR nas cerimónias, alvitrando-se a hipótese da Guarda ser substituída pelos sapadores bombeiros.
Realmente este país é um mundo muito pequenino, onde tudo se rege por interesses pessoais, na maior parte dos casos mesquinhos e de ocasião; por isso cada vez fico mais apreensivo com a jangada lusitana, sem saber onde ela vai aportar, ou se de alguma vez deixa a sua eterna deriva e passa a ter um rumo, cada vez mais compreendo Alexandre Herculano e a sua retirada estratégica para Santarém, para cuidar das suas oliveiras.
© Vladimir da Lapa




































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